Antes o voo da ave, que passa e não deixa rasto, Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão. A ave passa e esquece, e assim deve ser. O animal, onde já não está e por isso de nada serve, Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza. Porque a Natureza de ontem não é Natureza. O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
lindo! amei este post.
ResponderEliminarp.s. quando fores, leva-me. eu prometo ficar em silêncio...
Também preciso!!! Muito!!!
ResponderEliminarAntes o voo da ave, que passa e não deixa rasto,
ResponderEliminarQue a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma traição à Natureza.
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passa
ALBERTO CAEIRO
só tu me ofereces poesia.
Eliminartão bonito.
Obrigada.